quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Comunhão


“E se, de repente, todas as pessoas que você admira e te influenciam digitalmente sumissem das redes para sempre: você saberia quem é? Conseguiria sustentar essa versão de si mesmo? Você tem seguido aquilo que as pessoas que você admira dizem ou aquilo que o seu Pai diz?”, escreveu a escritora Roberta Vicente nas suas redes sociais. E devo admitir, essa postagem estremeceu por completo a minha mente com algo que havia percebido nas semanas anteriores, mas não saberia descrever melhor.

As palavras são duras, mas repetidamente eu as li como uma verdade que já percorria minhas perguntas sem respostas, até aquele momento.

E se todos sumissem? E se todas as mensagens, postagens, textos, frases, filmes, pregações, vídeos no Youtube sumissem? Eu conseguiria sustentar a mesma intimidade e relacionamento com Deus?
E se todas as minhas referências, todos meus amigos cristãos, familiares sumissem, ou simplesmente desistissem do chamado em Cristo, eu ainda escolheria contrariar todos eles e seguir o que eu dizia viver e acreditar?

Me deparei como se estivesse num caminho como qualquer outro. Enxerguei a outra face da religiosidade, enrustida de grandes eventos e ações, pessoas que se diziam prontas a largar tudo e todos para seguir Jesus, mas elas não estavam dispostas. Elas estavam sendo impulsionadas por algo que parecia divertido aos olhos delas. Algo pelo qual você poderia frequentar uma igreja e célula de vez em quando, mas nunca fazer parte real do corpo de Cristo. Um falso evangelho que não cobrava por comprometimento, renúncia, arrependimento. Descartava a vida em santidade, compaixão, comunhão.
Uma religiosidade vestida de um novo mundo gospel atrativo, deixando a intimidade com Deus em segundo plano para viver da autoafirmação, frases motivacionais e aceitação por parte da sociedade pelos seus ideias e estilos.

“Porque chegará o tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas desejando muito ouvir coisas agradáveis, ajuntarão para si mestres segundo seus próprios desejos. E não só desviarão os ouvidos da verdade, mas se voltarão para as fábulas.” 2 Timóteo 4: 3-4

Jesus. Ele é o caminho. E qualquer caminho fora dele, parecido com ele, ou próximo a ele, não é o real, único e verdadeiro. Ele é o único caminho.

Referências são importantes, eu tenho as minhas, e espero que você também tenha e busque as suas próprias. Mas eles são pessoas como nós. São pecadores, falhos, dependentes de Deus. Jesus não é apenas um referencial ou modelo a ser seguido. Ele é perfeito. E pagou um alto preço para que pudéssemos viver a nova aliança. Não desvie seu olhar d’Ele. Ele sabe o que você precisa. Ele sabe quem você realmente é.
Quando se sentir perdido, mesmo no momento que achou que estava o mais próximo d’Ele, mas por um pequeno deslize se desviou novamente, volte! Volte, e olhe para os olhos de Jesus. Volte para a cruz, e entenda a mensagem que ela carrega.

Deus, ressalta a importância da comunhão e o amor para com o próximo em diversas passagens da Palavra.

“Ninguém jamais viu a Deus; se amarmos uns aos outros, Deus permanece em nos, e seu amor é em nos aperfeiçoado.” 1 João 4: 12

Não se desvie disso! Não pense que atingiu certo nível de maturidade espiritual a ponto de não precisar depender de aconselhamentos, pregações, orações. Assim como o corpo de Cristo, precisamos nos unir a ponto de sermos um só. Ajude e estenda a mão, mande uma mensagem (ou até mesmo esse texto) para a pessoa qual você se preocupa e percebe que está distante. Convide para conversar, orar, desabafar.
Esteja disposto a pedir auxílio quando precisar. Existem momentos que não conseguimos sequer fechar nossos olhos para orar, desabar num ombro amigo, mas nos esquecemos que o maior mandamento que nos foi ordenado é o ato de amar o próximo. Não importa se nunca fizeram isso por você, se você não começar, quem vai? Lembre-se: a Igreja, o corpo de Cristo, somos nós. Esteja pronto e persevere, senão, não precisa nem tentar.

“Portanto, se há em Cristo alguma exortação, alguma consolação de amor, alguma comunhão do Espírito, se há qualquer sentimento profundo ou compaixão, contemplai a minha alegria, para que tenhais o mesmo modo de pensar, o mesmo amor, o mesmo ânimo, pensando a mesma coisa. Não façais nada por rivalidade nem por orgulho, mas com humildade, e assim cada um considere os outros superiores a si mesmo.” Filipenses 2:  1-3

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